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A SEMANA SANTA

 

 

A partir deste Domingo de Ramos, nós adentramos na mística do Mistério Pascal do Cristo, é o início da Semana Santa. Nela relembramos a história da salvação de um Deus que se abaixou e assumiu a nossa frágil natureza humana para caminhar conosco. É um período forte e marcante de nossa religiosidade onde recordamos os momentos dolorosos vividos pelo Cristo. Momentos estes que se convergem em uma ação salvífica que parte da  Paixão (sofrimento, sacrifício) de um único Homem e Deus que foi capaz de nos amar incondionalmente a tal ponto de entregar por amor sua própria vida para redimir a nossa natureza fragilizada, derrotando a morte e resgatando toda a criação corrompida pelo pecado através de sua ressurreição. Na celebração dos Ramos relembramos ainda a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém – tradição celebrada desde o final do séc. IV – onde o povo aclama a sua messianidade: “Hosana ao Filho de Davi!” Bendito aquele que vem em nome do Senhor!” Messianidade que terá sua consumação na Páscoa de sua morte e ressurreição. A conclusão desta Grande Semana, dar-se-á na Quinta-feira pela manhã com a celebração da Missa do Crisma. Nela o Bispo abençoa os Santos Óleos que serão administrados nos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos. Nesta liturgia ainda o Bispo junto com o seu presbitério, faz a renovação das promessas sacerdotais.



Escrito por Pastoral da Comunicação às 11h03
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Pe. Carlos Henrique - Homilia Dominical

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DO DOMINGO

 Domingo de Ramos e Paixão do Senhor - Mc 11,1-10; 15,1-39; Jo 18,1-19,42

O paradoxo da cruz

 O que o texto diz?

 A liturgia do Domingo de Ramos nos convida a celebrarmos dois acontecimentos: por um lado, a entrada de Jesus em Jerusalém, uma entrada triunfal como nos lembra o evangelho de Marcos. Jesus é aclamado por uma numerosa multidão com fé e alegria. Uma entrada aclamada com esperança por parte daqueles que confiavam em Jesus. Por outro lado, esta entrada triunfal se transformaria em poucos dias num caminho para a cruz e para a morte sofrida pelo mesmo Jesus no Gólgota; e que representa também um prelúdio para a ressurreição e para o renascimento da humanidade. A leitura do relato da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo que se faz neste dia em toda a Igreja, depois da procissão até a igreja com os ramos já bentos, classifica este domingo também como o da Paixão. Pois toda a liturgia convida a refletir sobre Jesus crucificado e morto pela nossa salvação, tocando nossa mente e nosso coração para os grandes sofrimentos pelos quais passou Nosso Senhor por nos amar. Entrando em Jerusalém, Jesus é acolhido e aclamado pelo povo como Messias: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!” É a confissão alegre da nossa fé. A nossa fé é sempre luz, vida, força, alegria. Aquelas pessoas conduzidas a Cristo, inspiradas e mensageiras da verdadeira fé da humanidade que esperava o Messias, encontram Jesus, celebram, o aclamam com ramos nas mãos. Jesus gosta desta acolhida e desta fé, foi ele mesmo que decidiu entrar em Jerusalém não mais a pé, mas montado num jumentinho. Ele que é manso e humilde. Ele é verdadeiramente o Salvador, o Filho de Deus, vindo ao mundo para nos trazer o amor e a misericórdia do Pai. Também nós queremos viver este dia renovando toda a nossa fé, o nosso fervor, o nosso afeto a Jesus. Mas este é também um momento de contrastes. Jesus gosta da acolhida, mas sabe que a sua glória acontecerá quando for pregado numa cruz: a sua grandeza é o seu amor infinito, o que o leva a doar a vida por todos. Enquanto o povo o aclama, os inimigos se preparam para capturá-lo a fim de condená-lo à morte. Jesus sabe que vai ao encontro da sua hora, ele veio precisamente para isso! E ainda que humanamente sinta uma terrível angústia no horto das oliveiras, ele sabe invocar e cumprir a vontade do Pai, que é o verdadeiro bem para ele e para todos nós. Nesta missa de Ramos, que abre a Semana Santa, cabe muito bem a leitura do relato da paixão e morte de Cristo. Pois, neste relato se concentra todo o mistério do amor de Deus, do pecado do homem, da salvação que Jesus nos faz merecer. O texto da paixão do Senhor não precisa nem ser comentado: é o relato dos fatos através dos quais chegou a cada um de nós a Redenção. Todo o mal, que se realiza sobre a terra, de alguma forma é concentrado naqueles fatos: a violência, a sede de poder, a inveja, a traição dos amigos, a covardia, a bajulação dos poderosos, a maldade, o insulto à dignidade humana, as insinuações, a mentira e todo tipo de maldade que o ser humano pode cometer, tudo parece estar presente na paixão de Jesus. O paradoxo é justamente o fato de que esta dor, este sofrimento foi aceito e este mal foi relevado, tornou-se nas mãos de Deus o instrumento pelo qual ele nos salvou. O amor de Deus venceu este mal e o tornou redenção. Reunir, como faz a celebração de hoje, as duas atitudes da multidão que antes o aclama e depois o condena, nos faz perceber como é fácil esquecer o amor de Deus, deixar-se conduzir pelo pecado, rejeitar o Senhor. Percebemos isto nas pessoas, mas também em Pedro e nos outros apóstolos. O texto da paixão que lemos na sexta-feira ressalta a traição de Pedro, quando Jesus anuncia durante a ceia e quando Pedro o nega por três vezes diante da serva. Se formos confrontar a traição de Pedro àquela de Judas, vemos que Pedro, depois de ter negado Jesus, cai num pranto, enquanto Judas depois da traição, vai enforcar-se. Pedro teve confiança na misericórdia de Deus, enquanto Judas não, desesperou-se.

MEDITAÇÃO

O que o texto nos diz?

Também cada um de nós, muitas vezes, caímos na tentação, no medo, no egoísmo, no pecado, como Pedro e como Judas. Temos, porém, de seguir o exemplo de Pedro: acreditar em Deus, no seu amor infinito, na sua misericórdia sem limites. O amor de Deus, mostrado na cruz é a nossa plena, contínua e eterna salvação! Mesmo quando pecamos gravemente, e sentirmos o peso do nosso pecado, saibamos que Deus é maior do que o nosso pecado, e veio justamente para “tirar” os nossos pecados, para nos dar alegria e os frutos do seu amor. Que esta mensagem nos ajude a celebrar com profunda fé os sacramentos pascais, a viver a semana santa em união com a paixão de Cristo, fazendo nossos os mesmos sentimentos que existiram em Jesus, e implorando a graça e a força da sua morte e ressurreição para todos nós.

Perguntas para a meditação:

Sou consciente de que Jesus é o personagem central do relato?
Olhando todos os personagens humanos que aparecem no relato da paixão e morte de Jesus: em que me identifico com cada um deles?
O que há em mim de positivo e de negativo dos distintos personagens?
Quais seriam hoje os sinais negativos daqueles que rejeitam Jesus?
Como se poderiam atualizar hoje as atitudes positivas dos que tentam acompanhar a Cristo em sua Paixão?
Sigo o exemplo de Pedro quando caio em tentação?

Fonte:http://pecarlos.blogspot.com



Escrito por Pastoral da Comunicação às 09h37
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